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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Novato detona argumentos da presidente da UNE

Segurança dos motociclistas: uma urgência



Segurança dos motociclistas: uma urgência
25/08/2017
Por Ildo Mário Szinvelksi*

Como alternativa a um transporte público caro e deficiente, para driblar o trânsito caótico, ganhar tempo no trânsito ou como opção de trabalho, as motos vem ganhando cada vez mais espaço.
A frota de duas rodas cresceu 159% no Brasil nos últimos dez anos. Em alguns Estados, o total de motos ultrapassa o número de habilitados na categoria A. 

Maior que o crescimento da frota de motos, somente o crescimento da acidentalidade com motociclistas.  Apesar da grande vulnerabilidade, esse veículo rápido, econômico, relativamente barato, veio pra ficar. 

É urgente então pensarmos o que será feito para estancar essa sangria (literalmente), pois além dos custos imensuráveis da perda para as famílias e das sequelas permanentes, os custos econômicos e sociais já foram mensurados e seus impactos são sentidos por todos nós. 

Problemas complexos como a acidentalidade exigem soluções transversais. Não há uma só ação que vá resolver o problema. Começando pelas atribuições do Detran/RS: a formação precisa ser qualificada e a educação para o trânsito intensificada. 

O condutor deve ser treinado e avaliado na realidade vivencial. A tecnologia está aí para ajudar. Simuladores de direção permitem um primeiro contato com a direção do veículo sem o risco do trânsito. 

Antes de receber a CNH, deve-se garantir que o condutor tenha as habilidades mínimas para se manter vivo nas ruas, como usar adequadamente 70% do freio dianteiro, por exemplo. O motociclista deve ser lembrado frequentemente sobre comportamentos imprudentes e o risco da negligência pelo desuso dos equipamentos (capacete, roupas de segurança, botas e luvas). A formação deve ser continuada, com cursos de qualificação para os já habilitados. 

O sistema viário é corresponsável pelas mortes no trânsito. Sinalização ineficiente, pavimento inadequado, pista escorregadia, falta de planejamento. Gestores devem buscar intervenções que minimizem os riscos: utilizar materiais antiderrapantes, tapar buracos, incluir faixas adicionais para veículos lentos e evitar tachões e prismas de concreto. 

A qualidade do transporte público também deve entrar em pauta quando o assunto é o crescimento exponencial das motocicletas nas cidades. Muitos dos novos motociclistas viram na moto uma alternativa a um transporte caro, ineficiente e desconfortável. 

Não só o estado de conservação dos ônibus, trens e lotações deve ser fiscalizado, mas também as vias devem ter faixas exclusivas ou prioritárias, garantindo certa vantagem para quem opta pelo coletivo ao invés do transporte individual. O custo do transporte é um ponto chave, que precisa ser equacionado. 

Não podemos falar em segurança de motociclistas sem falar dos profissionais. Motofretistas e mototaxistas, embora se envolvam menos em acidentes, estão sempre expostos. A legislação e os órgãos de fiscalização devem protegê-los. 

É preciso fiscalizar o cumprimento da Lei Federal 12.009/09, que regulamentou a profissão, exigindo do trabalhador requisitos mínimos. O empregador também deve ser fiscalizado para que não faça exigências irreais, que forcem o motociclista a exceder a velocidade e cometer outras imprudências.
Deve-se também fazer o controle da importação de motocicletas de baixa qualidade sujeitas a pane elétrica, quebra de quadro e chassi, sem disponibilidade de peças de reposição, baixa qualidade do farol e pneus inadequados para pistas molhadas. 

A indústria, que sempre evitou discutir a insegurança e a invisibilidade dos motociclistas buscando afastar-se da imagem negativa diante dos custos sociais absurdos dos acidentes de trânsito, também precisa ser chamada à sua responsabilidade. 

Por fim, o mais importante, sem o que nenhuma das medidas citadas será eficaz: o cuidado dos demais motoristas com os usuários mais vulneráveis. O Código de Trânsito Brasileiro normatizou uma medida de bom senso, que deveria servir pra quase tudo na vida: os maiores cuidam dos menores. 

O motorista de carro ou veículo pesado cuida do motociclista, empregadores cuidam de trabalhadores, a indústria cuida do consumidor e os governos cuidam de seus cidadãos.
*Ildo Mário Szinvelksi é diretor-geral do Detran/RS
Os artigos para Opinião podem ser encaminhados ao e-mail contato@perkons.com.
Os textos publicados não refletem, necessariamente, a opinião da Empresa.


Lombadas eletrônicas pouparam 70 mil vidas em 25 anos

Lombadas eletrônicas pouparam 70 mil vidas em 25 anos

25/08/2017

Estudo aponta que a cada equipamento de fiscalização eletrônica instalado, são evitados cerca de três óbitos e 34 acidentes por ano

Assessoria de Imprensa Perkons
por Giovana Chiquim 

A incidência de acidentes de trânsito está diminuindo em algumas capitais brasileiras. De acordo com a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano de Recife (CCTU), o número de ocorrências dessa ordem reduziu em 30% na capital pernambucana, de 2014 a 2016. Os dados apontam que em 2014 aconteceram 2.547 acidentes com vítimas, contra 1.771 sinistros em 2016. O volume de feridos no trânsito também diminuiu. Em 2014 foram 3.120; dois anos mais tarde, esse número desceu para 2.165 - o que representa uma queda de 30,6%. 

As estatísticas também são favoráveis em Maceió. Dados divulgados pela Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) demonstram que 3.220 acidentes de trânsito foram registrados pelo órgão nas vias públicas da capital alagoana em 2016, uma queda de 18,9% em relação a 2015. 

Em Recife, o principal fator de redução foram os equipamentos de fiscalização eletrônica, implantados com maior frequência a partir de 2014. Em Maceió, as estatísticas positivas são fruto da intensificação do trabalho das equipes da SMTT e dos equipamentos de fiscalização. 

Conforme o diretor e especialista em trânsito da Perkons, Luiz Gustavo Campos, equipamentos de fiscalização eletrônica, como os populares pardais e as lombadas eletrônicas, acabam por inibir o condutor a praticar altas velocidades. 

Além disso, muitos desses dispositivos possuem outras funções, como registrar avanço de sinal vermelho, circulação em faixa exclusiva, conversões proibidas e localizar veículos procurados pela polícia. “A aplicação dessa inteligência multifuncional nas vias proporciona mais eficácia e efetividade na fiscalização, tornando o trânsito mais seguro, humano e democrático”, pondera. 

Não é à toa que a fiscalização eletrônica seja considerada grande aliada da segurança viária e da gestão de trânsito. Prova disso é a queda de 59% no número de acidentes e de cerca de 190% no número de vítimas entre 2011 e 2012 em Porto Alegre, um ano após a instalação de radares fixos da Perkons. “Nesses locais, foram obtidas reduções de velocidade da ordem de 10% a 47%, uma média de 24%”, completa a coordenadora de Informações de Trânsito da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Fabiane da Cruz Moscarelli. 

O excesso de velocidade é a causa de uma em cada três mortes por acidentes de trânsito em todo mundo. Uma pesquisa do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) atrela a fiscalização eletrônica à redução de 60% de óbitos e 30% de acidentes no trânsito. Daí a importância desses equipamentos também ao lembrar o motorista de tirar o “pé do acelerador”.

Estudo aponta que lombada eletrônica evitou mais de mil mortes e de 12 mil acidentes nas rodovias federais brasileiras apenas em um ano.

Sentinela no trânsito
No Brasil, o desenvolvimento e a implantação de equipamentos de fiscalização eletrônica teve início há 25 anos com a invenção da lombada eletrônica pela Perkons. Tal invenção tem uma história curiosa. No início dos anos 90, engenheiros da empresa paranaense sofreram um leve acidente ao passar por uma lombada física, e começaram a pensar em uma forma mais eficiente e menos abrupta de se reduzir a velocidade. Até então, não existia no mundo qualquer equipamento similar. 

Depois de muito estudo, trabalho e persistência – uma vez que não existia legislação específica e nem costume social para isso - em 20 de agosto de 1.992 foi instalado o primeiro modelo da lombada eletrônica na Rua Franscisco Derosso, uma das vias mais movimentadas de Curitiba (PR). De tão inovadora, a engenhoca foi incluída no livro 101 Inovações Brasileiras.

Adotada hoje em larga escala - e extrapolando as fronteiras do território nacional, estando em países como Peru, Equador e Colômbia -, a lombada eletrônica evitou, conforme estudo do Ibmec/RJ, mais de mil mortes e de 12 mil acidentes nas rodovias federais brasileiras somente no ano 2004. 

O mesmo estudo aponta que, a cada equipamento de fiscalização eletrônica instalado, são evitados cerca de três óbitos e 34 acidentes por ano.  “Por essa base podemos estimar que, até 2016, nossa atividade poupou cerca de 70 mil vidas no Brasil”, calcula o diretor e especialista em trânsito da Perkons. Atualmente, a companhia conta com 494 lombadas instaladas em treze estados.

Primeira lombada eletrônica do mundo foi instalada em Curitiba (PR), há 25 anos. Jornais da época noticiaram amplamente a inovação.




Perkons - Lombadas eletrônicas pouparam 70 mil vidas em 25 anos

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